Ação promove o serviço à vida humana e a relação do espaço-tempo com estudantes do interior do estado

Na disciplina Sociologia ministrada pela professora Marilza Saraiva, foi estudado o tema: TEMPO, ESPAÇO E (DES) ORDEM – capítulo do livro: Aprendendo A Pensar com a Sociologia, do sociólogo polonês Zygmunt Bauman e Tim May, sociólogo americano, – onde busca-se saídas para o mundo liquefeito em que vivemos. O estudo nos traz esclarecimentos que a sociologia é capaz de oferecer um grande serviço à vida humana, de promover o entendimento mútuo e da tolerância como condições supremas da liberdade.

Os alunos da Faculdade LS, reviveram através do texto, as épocas que não haviam tecnologia e a grande reflexão era: “Tempo e espaço estão encolhendo”, não em período de tempo (cronológico) nem em que espaço (geográfico), mas sim em “qual espaço-tempo?”.

As tecnologias da informação aceleraram nossas comunicações e os efeitos sobre como as pessoas percebem a espacialidade e os locais e como a mudança está acontecendo em uma crescente velocidade.

Essas duas grandezas parecem ser características independentes do “mundo lá fora”, mas não são claramente independentes uma da outra no planejamento, no cálculo e na execução de nossas ações. Tendemos a medir distâncias na forma do tempo necessário para atravessá-las, uma vez que nossas estimativas de afastamento ou proximidade de nossos destinos dependem da quantidade necessária de horas, minutos e segundos para alcançá-los. O resultado dessa medição fica, portanto, na dependência da velocidade em que podemos nos mover — que, por sua vez, é compatível com as ferramentas de mobilidade ou os veículos a que temos acesso de forma rotineira. (Bauman, 2010).

Buscando vivenciar esta experiência, os alunos do curso de Estética e Cosmética e Biomedicina, escreveram cartas aos alunos da Escola contando um pouco do tempo e do espaço os quais estão habituados, e enviaram fotos cronometramos o tempo que a carta chegou ao destino e quais impactos causaram nos alunos da pequena cidade de Minas Gerais.

As primeiras cartas foram enviadas no dia 21 de maio e chegaram ao destino dia 28 do mesmo mês. A atividade foi importante para que os acadêmicos pudessem contribuir com a formação dos adolescentes e jovens do interior. Na escola, foi trabalhado a produção textual das cartas, e na LS a professora de Sociologia trabalhou o mesmo texto com os alunos do ensino médio para que eles respondessem as cartas contando suas vivências e experiências.

A Escola está localizada em Teixeira – MG, cidade da Zona da Mata no Estado de Minas Gerais, e é a única escola estadual da cidade e que oferece acesso à Educação Básica a aproximadamente 800 (oitocentos), alunos oriundos da zona urbana e rural. A escola funciona nos três turnos e atende do Ensino Fundamental (6º ao 9º anos) Ensino Médio (1º ao 3º anos), Educação de Jovens e Adultos e Cursos Técnicos em: Informática, e Administração. Além disso, a instituição incentiva os docentes a implementarem e desenvolverem projetos pedagógicos que atendam as necessidades dos adolescentes e dos jovens, visando a melhoria do espaço no qual eles estão inseridos.


A interação através de cartas levou os alunos a uma vivência de um tempo-espaço diferenciado, para um mundo de alta tecnologia, e na relação da compreensão dos meios de transportes que deslocam pessoas e/ou coisas de um lugar para outro.

O recebimento das cartas gerou expectativas e todas as turmas quiseram ler e respondê-las, para tanto a equipe gestora da Escola reproduziram as cartas e os alunos as responderam entusiasmados. “O processo de ultrapassar os muros da Escola é encantador e deixa marcas na formação do outro”, conclui Marilza Saraiva.